sábado, 11 de junho de 2011

O pequeno guerreiro.

                  Começo da decada de 70, o Brasil vivia seu apice em criatividade no mundo dos automoveis. Carros como Malzoni, Furia-FNM, JK2000, e tantos outros faziam a cabeça dos brazucas, mas havia um em especial, um pequeno automovel chamado PUMA.
                 Pra quem não lembra o Puma surgiu da ideia de Rino Malzoni, pois o DKW Puma VW de 1966, é uma evolução de rua do GT Malzoni ( fabricado pela Luminari em versão de rua, mas com o nome DKW ) que foi vencedor em pistas brasileiras nas mãos de Bird e Marinho, e que trazia a maoir revolução em questão de motores no Brasil. Do pequenino 2 tempos do Belcar e da Vemaguete se tiravam escandalosos 100 cv's, o que pra um motor desses, com 3 cilindros e 998cm³ era o maximo do maximo ( claro sem as modificações que existem hoje )! Um tempo apos o lancamento do Puma a Luminiari, que produzia os modelos desde o Gt Malzoni, teve uma renomeação para Puma.
                  Mas voltemos ao Espartano. Desde que o Malzoni foi criado, a designação "Espartano" estava sendo usada em modelos de corrida da divisão Vemag. O apelido trazia a significação de o carro ser mais leve, tinha a fibra mais fina, e compartimento do motor mais a mostra, com vigia aumentada ( problema resolvido apos reclamações de mecanicos, pois o motor estava em local muito "apertado" ), alem disso podia-se optar pelo capo mais alto para comportar um tanque com 80 litros para corridas de longa duração. Para homologar o modelo foi muito facil, pois na época o Brasil não exigia produção em linha do modelo.
Espartano #48, o primeiro com capô alto, este pertencente a equipe MM/ piloto Angi Munhoz

A Puma oferecia o Espartano simples, ou com configurações escolhidas pela equipe e/ou piloto que comprasse o modelo. Saindo de cara na Divisão 2 ou GT brasileira, o espartano mostrava logo que não era como um Puma de rua, alem disso, que era violento como devia ser um carro de competição. Muitos dos Pumas Espartanos não eram de "nascimento", e sim modificados em mecanicas, seguindo a receita da fabrica.
O modelo base para ele era o GT 1968-71, que talvez fosse o modelo mais lindo que a Puma já fabricou, mais que o proprio GTB. O motor era o 1200 vw ou 1500vw que eram usados nos modelos de rua, alias para a rua alguns pouquissimos espartanos foram. Como o motor 1200 era limitado, alguns pilotos chegaram a optar por um 1800, porem a procedencia deste não possui confirmações. Muito polemico o espartano participou de provas de longa duração desde 1968, destas haviam em Brasilia, Salvador São Paulo e tantas oputras grandes cidade e capítais do país, tanto que nos 500km de Salvador, o espartano ou "tubarão" foi desclassificado quando tentou ultrapassar um fusca que o fechou a passagem. A direção daquele Puma estavam Norman Casari e Lulu Geladeira. As vitorias foram muitas na Divisão 2 e mais ainda na Divisão de Novatos e Estreantes entre 1971-72.
O Espartano de Jose Martins na Novatos e Estreantes.

Com a implantação do Campeonato Brasileiro de Viaturas Esporte em 1971, o Puma VW em sua versão Espartana torna-se o carro de eleição daqueles que pretendiam iniciar-se nas corridas com um carro competitivo.
É desta época (1970 e 71) que destacam-se os carros de Luis Felipe Gama Cruz (#63) e José Pedro Chateaubriand (#73); Benjamin Rangel, Miguel Lafer, Aldo Pugliesi, Luis Carlos Sansone, Ariberto Iasi, Jacinto Tognato, Waldemir Costa, Artur Bragantini, Plínio Riva Giosa, Edson Yoshikuma e Ricardo di Loreto foram alguns dos pilotos que utilizaram o Puma GT nas pistas.
Paulo Gomes/Sérgio Louzada, Mil Milhas, 1970
                         Com a chegada da Divisão 3 e de novos prototipos de GranTurismo com chassi e carrocerias importadas, o Puminha começa sair de foco e tristemente fechar sua carreira sem mais outras vitorias. Depois da fabrica se preucupar com a fila de produção do modelo que beirava a espera de 12 meses e sem mais onde o carro correr, a produção foi finalmente abando nada e encerrada.
                          Sabe-se que mais ou menos 10 espartanos de pista foram feitos pela fabrica da Puma. Muitos eram preparados em mecanicas como dito antes. O mais famoso dels o espartano n° 48, foi vendido pelo medico Jose Martins, seu ultimo piloto, porem este puminha terminou sua rodagem em um acidente de rua. As ultimas informações de um espartano original de corrida vem de Brasilia, mas não há confimações.
                          Nos dias de hoje são raras as pessoas que conhecem um, ainda mais sendo jovens estes, pois com a chegada de Lola's, Ferrari's e Corvette's, o pequeno guerreiro foi esquecido no tempo, mas para nos sera sempre eterno!


Assinado: Renan Mendes

Porsche 917:O monstro de Le Mans (Parte 1)

O Porsche 917,o monstro de Le Mans,foi um carro vencedor,porem,destruidor.Muitos pilotos sentiam medo desse carro,não so pela velocidade dele,mas tambem pela sua fama de matador.
Este é o Porsche 917K
Os anos 60 e 70 fizeram muito bem para a Categoria esporte e Mundial de Marcas.Muitas fabricas como Porsche,Alfa Romeo,Matra,Alpine,Ford,Mirage,Loal entre outros tiveram participação direta e indireta,tinham circuitos incriveis,exemplos:Circuito de La Sarthe ,Monza,Imola,Nürburgring Nordschleife,Spa-Francochamps e miticas corridas,como as 24h de Le Mans,''Mile Miglia'',24h de Nürburgring,12h de Sebring,24h de Daytona,1000km de Österreichrring,entre outros...
Os que pilotavam,eram herois,pelos seus atos de coragem ao pilotar em varias categorias,na qual os a carros não eram muito seguros e eram muito velozes,exemplos são:Jack Ickx,Lorenzo Bandini,Ludovico Scarfiotti,Jean-Pierre Beltoise,Jo Schlesser,Gérard Larrousse,Chris Amon,Bruce McLaren,Denis Hulme,Graham Hill,John Surtees,Richard Attwood,Hans Hermann,Vic Elfford,Brian Redman,Pedro Rodriguez,entre outros pilotos de renome.
A combinação entre carros incriveis,circuitos miticos,pilotos heroicos e disputas alucinantes,nos anos 60 era otima.Naquele tempo,você tinha que mostrar quem era,disputando a cada curva.
A Porsche tinha otimos carros naquele tempo,os principais eram o Porsche 907LH,Porsche 908 e Porsche 910.Devido a o novo regulamento da FIA,eles tiveram de fazer um novo projeto,encima do 908.O projeto se chamaria 917.
Seu Chassi pesava incriveis 47kg,era de Aluminio, e era revestido de uma carroceria de fibra de vidro,o que deixou o carro muito leve,e muito aerodinamico,era muito curvo.Mas o melhor (ou pior) era o motor,um 4.5 boxer de 12 cilindros,que gerava 560hp e um torque de 50m.kgf,todo conjunto pesava 794kg.Era tambem muito rapido,tinha a maxima de 350km/h!(na versão longa)
O 917 foi para Le Mans,no mesmo mês em que foi concebido.Rolf Stommelen tirou 370km/h na reta Mulsanne.Mas seu primeiro teste em corridas foi em Spa-Francochamps,mas foi pifio,não terminou a corrida,em Nürburgring,os pilotos da fabrica acharam o carro instavel demais,e manteram com o Porsche 908.Mas a fabrica impos a dois pilotos (Frank Gardner e David Piper) a colocar o carro na pista,conseguiram 8ºlugar.Nas 24h de Le Mans,o carro conseguiu Pole Position com Rolf Stommelen  e os dois 917 estavam no grid.Mas ja na primeira volta,na curva Maison Blanche,o piloto ingles John Woolfe perdeu o controle e morreu devido ao acidente.O outro Porsche 917 não terminou a prova por problemas na transmissão.
O Porsche 917 da dupla Elford/Attwood nas 24h de Le Mans em 1969
A primeira vitoria do 917 foi em Zeltweg,na Austria,no Porsche 917K (Kurz ou curto) de Jo Siffert e Kurt Ahrens.Após esta corrida,o 917 teve sucesso internacional,sua versão spider corria na Can-Am,disputva contra Chaparral 2H,Ferrari 612 entre outros carros respeitaveis,mas não conseguiu muita coisa,somente um 3ºlugar,tres 4ºlugar e um 5ºlugar.
Em 1970,Ferdinand Piëch pede ajuda a SERA,para melhorar o 917 e vencer a Le Mans,o carro conseguiu ficar muito masi aerodinamico,com algumas melhorias e ficar mais rapido,com velocidade maxima de 390km/h (na versão longa).Para ter uma ideia,o 0-100km/h era feito em 2.7s.
Os efeitos vieram na hora.Nas 24h de Daytona,o 917 da dupla Pedro Rodriguez/Leo Kinnunen chegou com 45 voltas a frente do segundo colocado,outro 917,pilotado pela dupla Jo Siffert/Brian Redman.Mas ja nas 12h de Sebring,o 917 da dupla Rodriguez/Kinnunen teve alguns problemas e não completou a prova.Nos 1000km de Brand Hatch,os quatro primeiros colcados foram Porsche 917.Nos 1000km de Monza,o 917 da dupla Rodriguez e Kinnunen venceu a prova.Em Targa-Florio,o Porsche 917 não participou,mas na outra prova,os 1000km de Spa,o 917 de Rodriguez/Kinnunen venceu de nov,tendo o 3ºlugar,tambem outro 917,mas o principal foi a media de velocidade de Pedro Rodriguez,258km/h!O campeonato foi comemorado em casa,mas a honra coube a o Porsche 908.que era o melhor carro para fazer o traçado.

Ramon Mendes


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ferrari 250 GTO: "mais uma lenda"

1962, um ano que nunca sera esquecido para a Scuderia Ferrari. Ha alguns anos, na Ferrari ja havia a carência de um novo modelo para competir em corridas como Le Mans e Gran Turismo, pois a 250 Monza e a 250 Testa Rosa, ja estavam tendo dificuldades para alcançar seus oponentes. É os tempos estavam passando e a Ferrari devia se atualizar. Giotto Bizarrini então é chamado pela Scuderia para tomar frente da "modernização" da empresa diante as competições de Gran Turismo, e ele com sua equipe faz nascer um modelo que sempre sera uma lenda viva, não importa como e onde.
Do motor v12 do 500TR, Bizarrini cria nada mais nada menos que a FERRARI 250 GTO. Desta vez (imprensionantemente) Pininfarina não deu seus toques no projeto, como vinha fazendo com outros da familia 250. Bizarrini e sua equipe apronta no ano de 1961 o primeiro protótipo da GTO, sendo construida com peças de outras Ferraris. Então os testes começam a serem feitos no antigo circuito de Monza ( que ainda tinha a "parabolica matadora" ) com o piloto Willy Mairesse. Na primeira avaliação da FIA a GTO não passou, tendo que haver alguns ajustes, mas com o pretesto de esta ser uma 250 GT modificada, a Ferrari se livrou de ter de construir as 100 unidades do modelo para homologação. Alias GTO significa GRAN TURISMO OMOLOGATO ou em bom português, Gran Turismo Homologado ( o 250 é relativo as pol. do motor ).
250 GTO oferecia cambio de 5 marchas, 6 carburadores e aerodinamica apurada em tunel de vento

Mesmo assim a FIA foi impeduossa, obrigando a Ferrari desenvolver o chassi tubular de aço que vinha em evolução desde a 250 Monza, mesmo sendo com poucos retoques. No final do projeto Bizarrini é demitido, e em seu lugar asume o jovem Mauro Forghieri que apresenta o modelo pronto em Fevereiro de 1962.
O carro fica então com um desenho arredondado e muito harmonioso. Os farois ficavam dentro de proteções que acompanhavam a carroceria em suas linhas, porem o aerofolio não havia ainda, venho somente apos com o modelo de rua. As três entradas na ponta do capô ajudavam a melhorar a diminuir o arrasto, e o coeficiente de aerodinamica ficava em 0,44, o que na época era ótimo.

O v12 atingia 290 cv a 7.400rpm, os 6 carburadores Weber 38 DCN faziam um trabalho espetacular, alem de que a taxa de compressão era de 9,8:1. Os freios eram a disco nas 4 rodas de 15 pol., a caixa de cinco marchas era nova ainda na Scuderia, porem usava o mesmo diferencial da Testa Rosa. Assim a GTO acelerava de 0 a 100 km/h em 5,1 segundos, e na famosa reta de Mulsanne de Le Mans, ela atingiu 275 km/h.
Estava ai uma Ferrari capaz de "patrolar" qualquer oponente da época.
Então ai venhos as vitorias: Godward TT, 1000 km de Monthlery, Nassau TT e Brands Hatch Peco. Mas o mais impressionante é que isso foi só no ano de 1962! Em 1963 foi melhor ainda que 62, as vitorias foram em : Kyalami, Godwood Tourist Trophy, alem de uma épica dobradinha em Tour de France com os 1° e 2° lugares. Em 64 a vitoria em Tour de France viria novamente.

250 Gto em sua configuração de segunda carroceria adotada em 1964

Neste ano a Ferrari adotou a segunda carroceria e venceu nas: 12 de Sebring, 2000km de Daytona, e 1000km de Nürbiring. Em 1965 a primeira carroceria volta a correr, e vence os 500 km de Spa Francochamps.

250 Gto/ 1° carroceria, em Spa "65"
Grandes pilotos passaram pelocockpit da Gto, entre eles o campeão de F1 Phill Hill. No anno de 64 a Scuderia amplia a linha 250 com o modelo LM, ode é apresentado o motor 3,3, que gerava mais de 300 hp's, e seria quem "substituiria" a 250 GTO.
Assim a serie 250 encerrou sua historia, ja que o motor da 250 LM não era um 250pol, mas sim 275pol. Então as 250 deram lugar as proximas Ferraris da Decada de 60 como a 330 2+2 e outras, mas mesmo assim a GTO não perdeu seu brilho, alias muito alem, os 35 modelos que vieram ao mundo deste épico modelo se tornaram mais famosos ainda com o fim da produção, e cravaram lindamente sua marca na historia geral do automovel.


Assinado: Renan Mendes

Post de Abertura!

No dia de hoje começamos um novo blog, mas não so um novo blog....O BLOG!
Jamais um mortal pensou en fazer um mega blog sobre maquinas. Automoveis, motos, carros de competição, maquinas agricolas e etc....
Apresento-lhes os irmão Renan e Ramon Mendes:

Renan
Ramon
Estes dois meliantes são os responsaveis por este blog, na verdade o blog! E assim vcs internautas de plantão, poderam cobrar-lhes sobre a maquina que quiserem pois ele serão os grandes responsaveis por Teu conhecimento e diversão.
Tenham todos um bom dia!